Produtor musical, instrumentista, cantor, compositor, enfim, são muitos os atributos de Leandro Sapucahy. É com um misto de samba de qualidade, pitadas de hip-hop, numa linguagem rap, além de recursos de scratch, que o sambista vem conquistando uma legião de fãs, do calibre de Zeca Pagodinho, Arlindo Cruz, Marcelo D2, entre muitos outros.Apesar de estar mais em evidência agora, e ser um talento novo no mundo do samba, Sapucahy é, como se diz popularmente, um macaco-velho no mundo da música. Começou essa estrada no Água na Boca, grupo que despontou na segunda metade da década de 90, e conquistou a fama com a mudança do nome para Boka Loka. Na época, Leandro se arriscava no microfone, mas, como achava que essa não era sua praia, passou a cuidar apenas da percussão da banda com o novo título.
Mas, sua afinidade com o ritmo mais típico do Brasil nasceu bem mais cedo, estimulada, especialmente pela mãe, que, involuntariamente, apresentou ao filho clássicos de Cartola, Moreira da Silva, João Nogueira, Roberto Ribeiro e outros craques do samba. “Minha mãe foi uma das maiores incentivadoras para a minha carreira”, conta Leandro.
No Boka Loka, Sapucahy pode praticar ainda mais seu lado instrumentista e começou a demonstrar um interesse maior por produção musical. Com a saída do grupo por conta da vontade de alçar novos caminhos, Leandro decidiu entrar de cabeça no mundo da produção.
Nesse novo caminho, ele contou com o apoio e a diretriz de Bira Hawaii, produtor de prestígio, responsável por bons discos dos grupos Molejo, Soweto, Exaltasamba e Revelação.
Assim, Sapucahy ganhou experiência e conquistou seu espaço, mostrando o valor que tinha a frente dos trabalhos do Boka Loka, Swing & Simpatia, Imaginasamba e, mais recentemente, Sorriso Maroto, tendo todos se transformando em sucesso de público e também em um grande número de cópias vendidas.
No ofício de produtor, Leandro se deparou com um pequeno problema: boas composições que caíam em suas mãos, mas que não encontravam espaço no trabalho dos cantores que produzia, porque não era bem o que a mídia exigia. Acreditando no potencial dessas canções, ele passou a guardá-las para, um dia, incluí-las na obra de um cantor que se encaixasse naquele perfil.
O tempo passou, e o tão esperado cantor nunca apareceu. Decidido a colocar na rua o material que tinha, Sapucahy decidiu tocar ele próprio o projeto, voltando a assumir os vocais, como na época do Água na Boca. O resultado dessa tarefa acabou originando Cotidiano, primeiro disco solo do cantor, que já emplacou três hits: "Polícia e Bandido", "Tá tranqüilo, Shock" e "Bala perdida".Aparentemente, seu intuito vem sendo alcançado, visto a boa repercussão junto ao público, principalmente pela atualidade dos temas tratados em suas canções, “Quero poder levar minha música para o mundo inteiro, mas sei que isso precisa de muita dedicação, e tempo”. Afirma o músico de 35 anos que acumula em sua carreira uma trajetória bastante inusitada.
O talento de Leandro é muito bem-vindo aos nossos ouvidos por representar a verdadeira Música Popular Brasileira, swingada e criativa.
Vida longa a essa carreira e muito mais sucesso a ele!
Um comentário:
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